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de 2007
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O
Bullying nas escolas
Estamos no
período dos vestibulares das universidades. Também a Unioeste
realizou, no dia 12 de dezembro, a segunda fase do vestibular, onde
estava incluída a temida redação. Um dos temas propostos era o
bullying nas escolas e a proposta: escreva uma carta ao Ministro da
Educação, Fernando Haddad, manifestando sua opinião sobre o
assunto. As abordagens foram, como era de esperar, as mais diversas.
A definição mais comum, e a mais correta, é a que diz que a
palavra bullying vem do inglês bull, que significa
touro, como sinônimo de valentão, de brigão, de alguém que
discrimina, que usa de violência, tanto física, quanto
psicológica contra outros alunos ou contra outras pessoas. O
fenônemo do bullying tomou a proporção que hoje tem,
principalente porque os meios de comunicação estão dando toda
esta projeção ao assunto. A violência, tanto com agressões
físicas quanto com palavras, sempre existiu, seja na escola ou fora
dela. Mas, parece que, realmente, nos últimos tempos o assunto
tomou proporções cada vez mais assustadoras. A discriminação, a
prepotência, as vilolências de alguns alunos contra outros, de
certas pessoas contra outras, estão assustando e até traumatizando
quem sofre de bullying. A preocupação maior fica por conta
dos pais. Qual a mãe que pode ficar tranquila ao saber que seu
filho/a pode sofrer das piores violências dentro e também fora da
escola? Qual o pai que não é capaz das piores atitudes ao saber
que verdadeiros monstros estão soltos nas ruas e podem atacar seu
filho/a a qualquer momento? Violência fora da escola, infelizmente,
já não é mais nenhuma novidade em qualquer cidade ou região do
Brasil, mas o que está acontecendo nas escolas há muito passou de
todos os limites. A maioria dos candidatos do vestibular, mesmo, às
vezes, da forma mais inadequada possível, apelou ao Ministro da
Educação para que fossem criadas leis mais severas e
principalmente que estas leis fossem aplicadas de forma dura aos
alunos que praticassem o bullying contra seus colegas de
escola. O bullying pode, às vezes, quase não prejudicar
quem o sofre, porém, pode também trazer as piores consequências
possíveis, ele pode ferir, isolar, deprimir e pode até matar.
Quantos casos de morte e suicídio o bullyng pode trazer! O
texto apresentado para servir como base da redação, do autor FANTE,
dizia: “Essas pessoas (as que sofreram o bullying) foram
submetidas às diversas formas de maus-tratos psicológicos,
verbais, físicos, morais, sexuais e materiais, através de
zoações, apelidos pejorativos, difamações, ameaças,
perseguições, exclusões. Brincadeiras próprias da idade? Esses
atos agressivos, intencionais e repetitivos, que ocorrem sem
motivação evidente, em desigualdade de poder, caracterizam o bullying
escolar”. A responsabilidade de apresentar soluções contra este
tipo de violência é de todos: dos pais que devem educar e orientar
seus filhos, da escola, dos professores que não podem fazer vista
grossa para o problema e do governo, em especial do Ministério da
Educação, que deve adotar políticas concretas para combater este
mal.
*Professor
do Curso de Letras da UNIOESTE
Campos
de Marechal Cândido Rondon.
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