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de 2007
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Desenvolvimento: a
quem devemos?
Nas últimas décadas, a
Região Oeste do Paraná cresceu e se desenvolveu de maneira
surpreendente. De colonos pobres e com dificuldades de colocar
comida na mesa para seus filhos, a maioria da população passou a ter
atividades ligadas ao setor de serviços, indústria e comércio e ao
pujante e competitivo setor agroindustrial, seja através de
cooperativas ou por meio de atividades independentes.
Muitos de nós temos origem
dessas famílias pioneiras desta região, oriundas de várias partes do
país, principalmente do sul do Brasil.
Hoje temos prefeituras com
orçamentos milionários, com serviços públicos de saúde, educação e
outros, que seriam impensáveis 50 anos atrás. Dispomos de
universidades públicas ou mesmo privadas para melhorarmos nossas
condições de entendimento dos processos de mudança que estão
ocorrendo no mundo e continuarmos competitivos.
Pertencemos a uma sociedade
que vê avanços diversos em áreas que sequer existiam há décadas, mas
que exigem recursos financeiros para ter acesso a elas: computação,
telefonia móvel, internet, tv a cabo, para ficar apenas no trivial.
O mundo, o país e, principalmente, a Região Oeste do Paraná
experimentaram um desenvolvimento extraordinário nos últimos 50
anos. Mas se hoje temos tudo isso e uma vida mais confortável em
relação aos pioneiros desta região, a pergunta é: a quem devemos
tudo isso?
Não há dúvidas quanto a isso.
O espírito empreendedor e desbravador dos que aqui chegaram em
décadas passadas e lançaram-se ao trabalho árduo e constante
possibilitou o atual estado de riqueza existente.
A sociedade enriqueceu, criou
infra-estruturas como estradas, pontes, portos, hospitais dentre
outras que possibilitam obter renda e riqueza pelos jovens e adultos
atuais. A riqueza produzida hoje é tributada e o valor dos tributos
compõe a renda dos entes públicos, como no caso da Prefeitura, do
Estado ou da União.
Os mais jovens devem ser
gratos a isso. Seus pais e avós, muitos deles sem instrução formal
ou com metade dos conhecimentos nas modernidades atuais que hoje são
regra entre os jovens, com muita sabedoria e persistência,
construíram um desenvolvimento regional digno de elogios e
comemorações.
Além do trabalho abnegado e
relevante das famílias em particular, não devemos deixar de
ressaltar a importância do processo político que, através das
demandas coletivas dessa mesma sociedade, foi em busca de soluções
para os problemas da comunidade. As pessoas normalmente só falam mal
dos políticos, mas é importante também dizer que os políticos por si
só não conseguem promover o desenvolvimento de uma região; precisam
do trabalho abnegado de toda população. Mas também toda dedicação e
trabalho de uma região precisa de coordenação e visão estratégica de
desenvolvimento, pois os tributos devem ser aplicados no bem comum.
Nisso, acredito, tivemos
sorte, nesta região. Apesar das normais disputas de poder, quando
olho para os últimos 50 anos, vejo as disputas locais gerando
líderes (embora poucos) que atuaram para o desenvolvimento de nossa
terra.
Neste mês de comemorações em
muitos dos municípios da região, é importante destacar que o que
temos hoje é o acúmulo de uma rica história que todos construímos,
principalmente os mais idosos.
Uma sociedade somente é
evoluída quando reconhece o valor da experiência e do trabalho
dedicado ao longo de uma vida.
Temos que reconhecer isso a todos que ajudaram
e ajudam a construir esta terra: os trabalhadores do passado e do
presente, os líderes políticos e empresariais. E, um agradecimento
especial em nome de todos que pensam assim, aos aposentados por
terem feito de maneira tão exemplar a sua parte na história desta
região.
Edison Luiz Leismann
Professor de Economia e Finanças da Unioeste
E-mail: leismann@brturbo.com.br
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