A SÍNDROME DO “EU
ACHO...”
Você Ao ler um texto de
Armando Bueno de Almeida, me deparei com a possibilidade de
contribuir com algumas palavras sobre a síndrome do “eu acho”
ou da intuição.
Não em raras situações, os empresários ou empreendedores
substituem o conhecimento técnico e científico pelo puro
empirismo, ou simplesmente pela velha expressão “eu acho que é
assim...”.
Guardadas as devidas proporções, o “eu acho” pode ser
caracterizado com feeling, que significa a capacidade real de
prever determinadas situações conforme o conhecimento ou
experiência prévia que se tem em determinado assunto.
Prova disso é que analisando algumas profissões encontramos
pessoas que simplesmente não se enquadram a elas, que não
conseguem de adaptar ou não tem feeling, porém a banalização
desta situação faz com que as estatísticas de falências
empresariais aumentem a cada ano.
Quando escritores como Dolabella e Fillion escrevem sobre
empreendedorismo, e afirmam que o verdadeiro empreendedor é
aquele que tem aptidões naturais para o negócio, não querem
ales dar margem a interpretações equivocadas de pessoas que
julgam dominar determinadas áreas apenas com o poder da
intuição e que assim não necessitam de conhecimentos ou
experiências científicas para atuarem.
De acordo com o dicionário, intuição também é o ato de
discernimento instantâneo, o que reforça a tese de que agir
por intuição só é indicado quando já se tem algum conhecimento
do assunto.
O que seriam dos pacientes se os médicos resolvessem
prescrever medicamentos ou procedimentos cirúrgicos apenas por
intuição, sem sequer se preocuparem com exames ou análises
mais detalhadas. O que seriam dos réus se os juízes deixassem
de lado a interpretação da lei e das provas e tomassem suas
decisões de condenar ou absolver o acusado apenas com base no
“eu acho”.
Por mais técnico que possa parecer, o uso de procedimentos
científicos é extremamente simples e pode significar o sucesso
ou a ruína de muitas empresas e organizações. O simples fato
de analisar uma situação antes de tomar a decisão pode fazer a
diferença.
Em épocas de fim de ano, quando o 13º salário faz as vendas
aquecerem, as empresas que souberem aproveitar corretamente
suas ferramentas, sem se apegar ao “eu acho”, tendem
certamente a alcançarem melhores resultados.
Lembre-se: quanto melhor conhecermos o caminho, com mais
facilidade poderemos nos guiar por ele. “Eu Acho” só em último
caso.
Márcio Becker
Delegado Regional do CRA - Regional de Medianeira.
Graduado em Administração - Unioeste/Foz
Especialista em Gestão Empresarial - Univel
Mestre em Administração FURB/SC
Professor e Coordenador dos Cursos de Administração da Facemed - Medianeira - PR
E-mail: marcio@facemed.edu.br
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