|
Oeste
registra maior incidência de casos de dengue no PR
A Secretaria da Saúde do Paraná divulgou, no dia 10 de dezembro, o boletim epidemiológico da dengue que traz uma redução de 10% no número de casos confirmados da doença no Estado. Até o dia 30 de novembro, que corresponde à 47ª semana epidemiológica do ano, foram confirmados 896 casos, enquanto no mesmo período do ano passado foram confirmados 966 casos.
A redução, no entanto, não descarta os cuidados com a proliferação do mosquito, afirmou o secretário da Saúde, Gilberto Martin. “Devemos continuar atentos quanto à eliminação dos criadouros, pois essa é a melhor maneira de prevenir a dengue. É indispensável a conscientização e o envolvimento da população para que não haja uma epidemia de dengue no futuro”, explicou.
Dos casos confirmados em 2009, 753 são autóctones, cuja infecção ocorreu dentro do Estado, e 116 foram importados de outros estados. Quanto à notificação, até o dia 30 de novembro foram 9.534 casos notificados. Em 2008 foram 16.306 notificações no mesmo período, uma redução de 41,53%.
De acordo com o documento, na 20ª Regional de Saúde, em Toledo, foram registrados 267 casos confirmados até o dia 30 de novembro, alcançando a maior taxa de incidência, 77,27 a cada 100 mil habitantes. A menor taxa de incidência, de 0,30 por 100 mil habitantes, foi registrada na 16ª Regional de Saúde de Apucarana, que teve quatro casos confirmados. Das 22 regionais, cinco não apresentam casos confirmados da doença.
Plano
Os municípios que ainda não elaboraram o Plano de Contingência para Epidemia de Dengue têm prazo até o dia 15 de janeiro de 2010 para fazê-lo. Foi o que ficou decidido na reunião técnico-operacional, realizada nesta semana, em Curitiba, entre os técnicos do Programa de Controle da Dengue da Secretaria da Saúde, representantes das 22 Regionais de Saúde e os gestores dos programas de controle da dengue nos municípios sede.
“O objetivo é orientar os municípios para que elaborem seus planos de contingência, incluindo assistência à saúde, controle do mosquito transmissor da dengue e a vigilância dos casos, entre outros aspectos. Isto evitará que o município seja pego de surpresa no caso de epidemia”, explicou o superintendente de vigilância em saúde, José Lucio do Santos.
Os municípios que ainda não elaboraram o plano têm prazo até 15 de janeiro, e os que já tem, como por exemplo, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, devem aprimorá-lo, aplicando o Guia para Elaboração de Plano de Contingência para Epidemia de Dengue. Este guia foi elaborado em 2009 pela equipe da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e lançado no Seminário da Dengue, realizado em Foz do Iguaçu, nos dias 9, 10 e 11 de novembro. “Muitos municípios argumentavam que não tinham um plano de contingência por que não sabiam como elaborá-lo. Agora eles terão um modelo a seguir”, explicou Santos.
Leia
mais
|